A regra do jogo mudou em janeiro de 2025
Em 07 de janeiro de 2025 entrou em vigor a Lei Complementar nº 400/2025, que instituiu o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável de Maricá e revogou expressamente a Lei Complementar nº 145/2006 — a norma que orientou tudo o que se construiu na cidade nos últimos dezenove anos.
Quem comprou terreno em Maricá antes disso comprou ouvindo uma explicação baseada numa lei que hoje está revogada. E boa parte do que circula por aí — o que o corretor disse, o que o vizinho fez, o que o grupo de WhatsApp do loteamento repete — continua ancorado no plano antigo.
Não estamos dizendo que tudo mudou. Estamos dizendo uma coisa mais simples e mais desconfortável: ninguém sabe o que mudou no seu lote específico até alguém abrir a lei e olhar.
- Você pode ter mais do que imagina. Há lotes que ganharam potencial construtivo e cujo dono segue projetando pequeno.
- Você pode ter menos. E descobrir isso no protocolo do processo, com o projeto pago, é o cenário caro.
- Pode haver restrição que não está na conversa. Faixa non aedificandi, APP, servidão, área de especial interesse — coisas que não aparecem no anúncio do terreno.
A conta de descobrir tarde
A sequência é quase sempre a mesma, e ela tem uma ordem invertida:
Compra o terreno
Com base no que o corretor, o vendedor ou o anúncio disseram sobre o que dá para construir ali.
Contrata o projeto
Desenha a casa que queria. Paga por isso. Às vezes já mostra para a família, já escolheu revestimento.
Protocola na Prefeitura
E é aqui, só aqui, que a legislação entra na conversa pela primeira vez.
Descobre a restrição
Recuo maior do que o previsto, gabarito menor, taxa de ocupação estourada, faixa que não podia ser ocupada.
Refaz — ou desiste
Novo projeto, novo prazo, novo custo. Em alguns casos, um terreno que não comporta o programa que motivou a compra.
A viabilidade deveria ser o passo 1. Custa uma fração do projeto e é a única etapa que pode evitar todas as outras.
Um laudo que responde, não que enrola
Um PDF assinado por engenheiro, escrito para ser entendido por quem não é da área — e técnico o bastante para ser levado ao seu arquiteto, ao banco ou ao vendedor do terreno.
O veredicto, na primeira página
Sim, não, ou sim com condições. Sem rodeio e sem obrigar você a ler dez páginas para descobrir a resposta.
Zona e uso permitido
Em que zona o seu lote está segundo o plano vigente e quais usos a lei admite ali: unifamiliar, multifamiliar, comercial, misto.
Quanto cabe, em metros quadrados
Área máxima construível, número de pavimentos permitidos e o quanto do terreno precisa permanecer permeável.
Os recuos desenhados
Frontal, lateral e de fundos aplicados ao formato real do seu lote — com o croqui do envelope onde a construção pode ficar.
As restrições que travam
APP, faixa non aedificandi, servidões, áreas de especial interesse, exigência de EIV e o que mais aparecer na análise.
Leitura da matrícula
Divergência de área, ônus, pendências registrais e outros pontos que costumam travar o processo lá na frente.
Escolha a profundidade
Três níveis, conforme o momento em que você está. Se estiver em dúvida, o Essencial resolve a maioria dos casos.
- Veredicto go / no-go
- Zona e usos permitidos
- Alerta de restrições visíveis
- Área máxima construível
- Recuos e croqui
- Análise da matrícula
- Tudo do Express
- Área máxima construível em m²
- Recuos, taxa de ocupação, permeabilidade e gabarito
- Croqui 2D do envelope construível
- Restrições detalhadas e análise da matrícula
- Chamada de 20 min para tirar dúvidas
- Tudo do Essencial
- Volumetria 3D do máximo construível
- Estudo de implantação preliminar
- Faixa de custo da obra (base SINAPI/CUB)
- Estimativa de taxas e prazo de aprovação
- Chamada de 20 min para tirar dúvidas
A contratação é por WhatsApp, direto com o engenheiro responsável — você tira as dúvidas do seu lote antes de pagar qualquer coisa.
O valor volta para você. Contratando o projeto de arquitetura ou a legalização com a Freeman em até 90 dias após a entrega do laudo, o valor integral pago pelo estudo é abatido do contrato. Na prática, quem segue conosco não pagou pelo Raio-X — antecipou.
E se não der para concluir, devolvemos. Se a análise não permitir emitir conclusão técnica por ausência de base legal ou documental, você recebe 100% do valor de volta. Não vendemos laudo inconclusivo.
Do pagamento ao laudo em quatro passos
Você escolhe o plano e paga
Pix, cartão ou boleto. O acesso ao formulário de briefing é liberado na sequência.
Envia os documentos
Matrícula ou escritura, endereço, localização no mapa e o que você pretende construir. Leva cerca de dez minutos.
Fazemos a análise
Confronto do seu lote com a legislação vigente, verificação das restrições e cálculo do potencial construtivo.
Recebe o laudo em PDF
No prazo do plano contratado, por e-mail e WhatsApp. Nos planos Essencial e Completo, com uma chamada de 20 minutos para discutir o resultado.
Quem analisa é quem aprova
Existe uma diferença entre ler a lei e saber o que a análise municipal faz com ela na prática. Atuamos em Maricá desde 2018 projetando, aprovando e construindo — e é essa experiência de protocolo que separa um resumo da legislação de um laudo que serve para decidir.
- Responsabilidade técnica registrada. Laudo assinado por engenheiro, não gerado por planilha.
- Conhecimento local. Itaipuaçu, Inoã, Ponta Negra, São José do Imbassaí, Barra de Maricá, Centro, Flamengo, Cordeirinho, Guaratiba, Bambuí, Araçatiba e Jaconé.
- Continuidade. Se o resultado for positivo, o mesmo escritório faz o projeto, aprova e constrói — sem recomeçar a conversa do zero com outro profissional.
Sobre o Raio-X do Terreno
Em 07 de janeiro de 2025 entrou em vigor a Lei Complementar nº 400/2025, que instituiu o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável de Maricá e revogou expressamente a Lei Complementar nº 145/2006, que vigorava desde 2006. Na prática, quem comprou terreno antes disso — ou recebeu uma informação sobre o que poderia construir antes disso — pode estar se orientando por uma norma que não está mais em vigor. É por isso que a verificação lote a lote voltou a ser necessária.
Não. A consulta prévia é o documento oficial emitido pela Prefeitura Municipal de Maricá. O estudo de viabilidade é a análise técnica que antecipa, com base na legislação vigente e nos documentos do lote, o que essa consulta tende a informar — e o que fazer com essa informação. Ele serve para você decidir antes de comprar o terreno, antes de contratar um projeto ou antes de protocolar um processo.
O essencial é a matrícula atualizada do imóvel ou a escritura, o endereço completo e a localização do lote no mapa. Fotos do terreno e das confrontações ajudam bastante. Se você tiver IPTU, memorial do loteamento ou levantamento topográfico, envie também — quanto mais completa a base documental, mais preciso o resultado.
Essa é justamente a hipótese em que o estudo mais se paga. Descobrir uma restrição antes de contratar o projeto custa R$ 197. Descobrir no protocolo do processo, depois de um projeto pronto, custa alguns milhares — e meses. Quando existe caminho alternativo dentro da lei, o laudo aponta qual é.
Sim. Contratando o projeto de arquitetura ou a legalização com a Freeman Engenharia em até 90 dias após a entrega do laudo, o valor integral pago pelo estudo é abatido do contrato. O prazo consta no próprio laudo.
Não. O plano Express existe exatamente para quem está avaliando a compra. Basta o endereço e a localização do lote — e, se o vendedor fornecer, a matrícula. É o momento mais barato possível para descobrir um problema.
Sim, atendemos também Niterói, Saquarema, Itaboraí e região. Como a legislação urbanística é municipal, o prazo de entrega para lotes fora de Maricá pode ser um pouco maior. Consulte antes de contratar.
O estudo de viabilidade construtiva é uma análise técnica preliminar, elaborada com base na legislação municipal vigente na data de emissão e exclusivamente nos documentos fornecidos pelo contratante. Não substitui a Consulta Prévia nem qualquer certidão oficial emitida pela Prefeitura Municipal de Maricá, e não constitui garantia de aprovação de projeto. Divergências entre a área registrada em matrícula e a área real do lote, alterações legislativas posteriores ou restrições não constantes nos documentos apresentados podem alterar as conclusões apresentadas.